Introdução
O catimbó é a mais antiga prática de feitiçaria secreta no Brasil.
Pouco conhecido pelo grande público, que tem acesso á Umbanda e ao Candomblé, o catimbó mantem-se fechado, indiferente ao sincretismo religioso, aos novos mitos e tabus.
Na tradição popular, catimbó significa cachimbo, objeto indispensável ao funcionamento da «mesa», isto é, da sessão coletiva.
Os catimboàeiros são marginalizados, verdadeiros brucos antigos, vivendo, em nossa era, nos sertões nordestinos.
Nas noites de lua, ocultos em suas palhoças sertanejas, os catimbozeiros sopram suas «fumaças», isto é, dão seguimento às práticae mágicas e primitivas exatamente iguais as que faziam no século XVI, pela transplantação da Magia Negra européia para terras brasileiras.
O catimbó não aceita mudanças, não dispensa os amuletos, os filtros para seduzir homens e mulheres e as práticas macabras.
Rezadeiras, mestres de orações fortes, curandeiros, raizeiros, são os personagens dos exorcismos do catimbó. Eles passearão pelas páginas deste libro mostrando seu mundo de crenças, poderes negros, magia antiga.
Os mestres do Alén, moradores nos reinados do espaço sem fim, tais como Vajucá, Tigre, Juremal e Fundo do Mar são os deuses e demos do ritual de catimbó e das «fumaças» o bem e para o mal.
São eles que dominarão as páginas de «FEITIÇOS DO CATIMBÓ» e ensinarão a você, leitor, as ervas para curar enfermidades, a preparação de amuletos, as rezas para quebrar feitiço e mau-olhado. Mestre Xaramundi, Mestra Angélica, Tabatinga, Carlos, Iracema e Rei Herom serão seus companheiros nesta viagem plos estreitos e tortuosos caminhos da feitiçaria, do bruxedo, das plantas dos bruxos (alucinógenos), mas também pelas trilhas da esperança imortai.
Severino Cavalcante