Prefacio
Houve um tempo em que o homem possuía tanto poder sobre as forcas invisíveis da natureza que acabau por destruir seus grandes impérios mágicos. Atlântida, Lemúria, Antigo Egito, a Terra dos Brâmanes, enfim todos estes reinos dourados e maravilhosos viveram e morreram por causa das artes mágicas. Posseidonis, onde arte da adivinhação chegou ao clímax, foi engolida pelas águas. No vale do Indus a ruína afastou para longe, para as montanhas geladas, os magos e videntes. No Egito só restaram do passado grandioso as pirâmides e a esfinge com seu sorriso enigmático. Mas, embora todos os livros destas terras envoltas em lendas e repletas de templos cabalísticos tenham sido destruídos, alguma coisa desta imensa cultura sobreviveu. A arte de adivinhar o destino é uma destas heranças do passado. É o grande mistério dos Iniciados. A chave dos segredos.
Nostradamus, Sir Kenelm Digby, Van Helmont, Della Porta, Cipriano de Antioquia, Sarpi, Ptolomeu, Agripa, Mirândola, Lulle, Alighieri, estudaram a arte da adivinhação par meio de espelhos, entranhas de animais, bolas de cristal, bacias com água pura, invocações secretas e círculos mágicos. Cada um deles apresenta partes de uma verdade total. Como sibilas, estes profetas da adivinhação penetraram no mund,o dos feiticeiros e bruxos. Reviraram fórmulas, queimaram incensos, chamaram por Satã e pelos setenta e dots gênios da Cabala.
A.Hernandez Y Alonso é um desses alquimistas modemos, que se envolveu no universo oculto dos bruxos, e de lá tirou a maneira certa de adivinhar o futuro na bola de cristal. Com dedicação este pesquisador recolheu inscrições em manuscritos sarracenos, em papiros de Menris e Tinis, em incunábulos amarelecidos deixados por monges catolicos. E o resultado at esta. E obra (mica no gênero. E sem dúvida virá a suprir uma lacuna na literatura ocultista, que necessitava de novas temas, de pesquisas profundas, de comentários sobre a tão amada arte da previsão e da clarividência.
Cheios de inscrições e magnetismo os espelhos consagrados surgirão aos vossos olhos, leitor, mostrando os caminhos da magia, da fantasia, dos cultos aos elementares e anjos.
Brilhantes como a lua cheia, e tão misteriosas como Isis, as bolas de cristal revelarão as estradas que levam aos Eloins, aos Arcanjos e ás ninfas.
E, deixando-se envolver por toda a extraordinária mensagem desta obra, você, leitor, aprenderá que há existências não visíveis, que a intuição capta, mas que a razão nega. Aprenderá que no espaço infinito há muita coisa que está além de nossa filosofia e de nossa ciencia positiva.